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Para um bom ouvinte indie, costumado com um som intrigante, agradável e viciante, com uma pegada rock, country, pop, tenho um prazer de compartilhar uma paixão sonora com vocês. Neonfaith é um projeto indie eletrônico baseado em Queens NYC e ativo desde 2012. A banda é composta pela vocalista Megan Faye, Lay e Fef. O trio produz sons aventureiros misturando vários gêneros, Electronic, Trip Hop, Psychedelic e Synth Pop com vocais profundos. Os singles de Neonfaith lançados na internet incluem: Escape, Tied Together e Mercury, juntamente com Remix de Lana del Rey, Little Dragon e Duologue. Conheci a banda no youtube com a faixa "Escape" e desde então, vicio musical eterno. Faz parte da trilha sonora de um projeto lindo e psicótico que estou fazendo. 






Sofi Tukker é um duo formado pela alemã Sophie Hawley-Weid e pelo ex-jogador de basquete Tucker Halpern. "Daí o nome da dupla, SOFI ( Sophie) TUKKER (Tucker)". Os dois moram em Nova York. Sophie ama tanto o nosso país, sua música e cultura, que se considera brasileira. Ela diz amar o fato de a música "pulsar" em todo o lugar por aqui. 





O som deles mistura música eletrônica com ritmos latinos, por conta da paixão de Sophie pelos nossos ritmos, além dos ritmos africanos. Sua canção Drinkee do EP Soft Animals foi indicado para um Grammy 2017 para Melhor Gravação de Dança. Drinkee é adaptado de do poema "Relógio" escrito pelo poeta brasileiro, Chacal, cantado sensualmente entre cowbells, bongos, guitarras elétricas e graves de condução profunda. A banda foi super elogiada pelos críticos de música e por revistas de moda, pelo seu estilo de nos apresentar as músicas. 





Facilmente se nota a paixão da Sophie pelo Brasil, com algumas musicas em português e pela Africa com batidas fortes sincronizados. O duo é uma ótima alternativa de trilha sonora para um social com os amigos no fim de semana em casa quando os pais decidem passar dois dias fora. Ok, não estamos em um filme americano, mas a dica está lançada. ;) 



O Clipe de Drinkee é dirigido por Sam Mason, fotografia linda por Matt Daniels e produzido por Macha Tsarenkov. 


Recentemente fizeram uma participação legal na COLORS, que é uma revista de música digital focada em shows ao vivo, entrevistas e o melhor do hip hop, soul, pop e música indie.



*E para fechar o ano com os melhores dos melhores deste ano, que tanto causou e aconteceu, eu "Vika" fiquei encarregada de organizar um top5 dos melhores albúns do ano. Como já foi dito, selecionar 5 albúns que representem tão bem tantos artistas que conheci este ano, é uma tarefa muito dificil. Então, escolhi os albúns que eu mais ouvi e que se assemelham com a sonoridade que tanto curti este ano.

5. Zella Day - Kicker


Sabe quando você olha um artista, aquela foto linda e bem criativa e descobre que esse alguem é um cantor, então você ouve já sabendo que vai amar? Pois é, isso foi o que aconteceu entre Zella Day e eu. Amor a primeira vista. O Albúm Kicker foi lançado mundialmente 29 de junho de 2015, e é o seu primeiro albúm e muito bom de ouvir. O single Hypnotic explodiu quando tocou a primeira vez na série The Vampire Diaries e desde então não sai das rádios. No Brasil, ela ainda não é nenhuma Lana Del Rey, mas garanto, que seu trabalho é tão bom quanto.




4.  Oh Wonder

 Bem, o que dizer desse duo formado por Anthony e Josephine? Eles são lindos, e suas músicas são um vício. Conheci a banda esse ano e já me apaixonei, tanto pelas músicas do seu albúm de estréia, como pelos clipes fofos deles. Clássico o som deles como indie alternativo, um pouco folk. As músicas costumam falar de amor, solidão e amizade. Oh Wonder é daquelas bandas que você ouve querendo abraçar o que tiver ao seu lado, deixa seu dia uma maravilha.






3. Maglore - III



Não tem banda melhor para representar o que ouvi de nacional do que os bahianos da Maglore. Eu os classifico como Indie/Folk, e tem uma pegada muito boa e as letras melhores ainda. E não tem como não notar os toques da cultura deles nas letras e melodias. O Albúm III, assim como já dar pra notar, é o terceiro albúm de carreira deles, e meu desejo para ano que vem é ir num show deles, já podem aparecer por aqui, please. 





2. Of Monsters and Men - Beneath the skin



Uma coisa é certa, amo essa banda de coração, e esse amor vem desde seu primeiro trabalho sonoro. A banda folk-pop/Indie lançou seu segundo albúm em julho deste ano e foi sucesso .já na primeira semana, ganhando a nota 3 na Billboard 200, vendendo mais de 61,000 cópias e teve críticas positivas vindo dos sabe-tudo da música. E não tem como não amar os clipes da banda, todos muito criativos e bem produzidos. Então, nada mais justo que a medalha de prata seja dessa banda do meu coração.






1. Marina and the Diamonds - FROOT



E em primeiríssimo lugar com todo o charme e sonoridade, Marina, minha cantora predileta dos últimos tempos. E quem conhece o trabalho da Marina, sabe que ela se transforma a cada trabalho que lança. E nesse albúm ela ta com uma pegada forte de anos 80, com um cabelo lindo e invejável, looks cheios de gliters, frutas como acessórios, uma mistura de sereia e outras drogas. Esse ano ouvi muito o albúm Froot que foi muito bem aceito pelos fãs, assim como eu!   



Com o final desse ano, "como já dito", foi decidido fazer um #top5 dos melhores albuns de 2015. É uma tarefa muito dificil, principalmente para alguem que ouve muitas coisas todos os dias. E com muita dor no coração, e com a consciência um pouco pesada por deixar muita gente boa de fora, decidi fazer meu top5 que representasse um pouco tudo que ouço. "Que dificuldade, volto a dizer".

5. Scalene - Éter



Meu quinto lugar é a banda de rock de Brasilia Scalene, que vem conquistando cada vez mais espaço no cenário musical do Brasil. A banda tras elementos de diversas vertendes do rock e as combinando com uma pitada de experimentalismo, criando assim sua identidade forte e viciante. Seu album que vem sendo bem elogiado pela critica e fãs de rock "Éter" dar entrada ao meu top5 de albuns do ano e representa muito bem outros artitas nacionais que tanto ouvi esse ano!


4. Odesza – In Return (Deluxe Edition)


O duo "Odesza" é tudo que eu gosto num som indie eletronico. E o EP "In Return" está no meu top5 com todo o orgulho, e tem uma pegada psicodélica e com batidas hamoniozas que tanto te relaxa como te anima por completo. Sabe aqueles filmes alternativos que tem boas trilhas sonoras que você faz de tudo para descobrir quem está cantando? Pois bem, Odesza é desse tipo, você vai ouvir e não vai mais querer parar. 


3. MS MR – Painted 





A dupla misteriosa de Nova Iorque que tanto amo, conhecido pelo nome de "MS MR" é um projeto relativamente jovem que é formado pela dupla Elizabeth ou "Lizzy" com "y" como ela mesma se chama, uma pessoa que não é uma estranha para o mundo da música., pois a sua gravadora Neon Gold lançou músicas de Passion Pit, Ellie Goulding e Marina & The Diamonds (LOVEEEEEEE). O outro lado da dupla é Alexandre ou como ele é mais conhecido "Max". E juntos, fazem um som muito, mas muito bom mesmo. Sigo a dupla desde o inicio, e nesse ano, eles nos presentearam com o album Painted. E o que dizer sobre esse album? Bem, muito simples: VICIO ETERNO!



2. Børns – Dopamine

Se você gosta de um pop pscicodélico, então Borns é a voz certa. E minha medalha de prata está muito bem representada. O album Dopamine lançado em 16 de outubro de 2015 pela Universal Music foi recebido com aclamação pelos criticos de música e ficou com a nota 80 de 100. Garrett Borns é um cantor (sim é um boy, e demorei muito para ter essa certeza, rsrs) e multi-instrumentista influenciado pelos estilos pop eletrônico, rock e o folk dos anos 80. Desde a primeira vez que ouvi o som do cara, já virei fã. E nada mais correto, do que Borns representar a medalha de prata dos melhores de 2015.



1. The Dø – Shake Shook Shaken (Deluxe Version)

O duo que ganhou o troveu do melhor do ano de 2015 vai para ninguem menos do que a The Do, com um relançamento. Então, deixa eu explicar porque amar tanto esses dois. Começando pela origem. The Dø é um duo formado em Paris em 2005, formado pela cantora franco-finlandesa Olivia Merilahti e pelo multi-instrumentista Dan Levy. Versáteis, seu som passeia pelo folk, indie pop, rock, hip-hop e eletrônico com a maior naturalidade. Até ai, já dar pra notar o quanto eles são "fodas". Seu primeiro álbum, a mouthful, foi lançado em 2008. O disco chegou ao topo das paradas francesas já na primeira semana, tornando-os o primeiro grupo francês a atingir esse posto cantando em inglês. O segundo disco veio em 2011, Both Ways Open Jaws. O album Shake Shook Shaken foi lançado em 2014, mas foi relançado em 2015 com cinco novas faixas. E se me perguntar qual a melhor faixa, eu confesso, todas!



Concluindo, tivemos um ano muito bom, quando se trata de musica. Então, essa foi minha dificil tarefa em organizar em um top 5 os melhores do ano. Espero que tenham gostado. E compartilhe conosco seu top5 do ano!

Você é fã da banda Strokes? Gosta de todas as músicas? Então, se ligue nisso. Artistas brasileiros independentes se unem num projeto em homenagem aos Strokes. Esse projeto foi batizado de “Is This Indie?” (em referência ao primeiro álbum da banda de Nova York, o “Is This It?”).



Uma das faixas do CD ficou com a Banda UÓ. Os caras regravaram “Last Nite” dos Strokes com o nome “Rosa” e fizeram até clipe. Assiste aí!


A ideia da coletânea organizada pelo Rock ‘n’ Beats é mostrar através das bandas brasileiras como os Strokes vêm influenciando, nos últimos dez anos, muitos artistas.
Todas as músicas serão divulgadas quando The Strokes vierem ao Brasil para tocar no Planeta Terra em São Paulo, em novembro. Não ficou sensacional? Logo a baixo, vocês podem ouvir todas as músicas e escolher qual é a mais foda.


A tracklist:

“Is This It” – Volver 
“The Modern Age” – Vivendo do Ócio 
“Soma” – João e Os Poetas de Cabelo Solto 
“Barely Legal” – Cícero 
“Someday” – Sabonetes 
“Alone, Together” – Pública 
“Last Nite” – Vespas Mandarinas 
“Hard to Explain” – Volantes 
“New York City Cops” – R Sigma 
“Trying Your Luck” – Suéteres 
“Take It or Leave It” – Charme Chulo 
“When It Started” – Jennifer Lo-Fi 
No começo de Agosto, dia 9, HyunA causou alvoroço no mercado KPOP lançando no Youtube um teaser do seu 4º EP. O vídeo gravado em Los Angeles aguçou a curiosidade dos fãs e de quem mais se interessasse. Nos dias que se seguiram, a Cube Entertainment liberou fotos promocionais e também o título do EP que se chama A+, com lançamento marcado para dia 21 de Agosto. Além disso, no canal oficial do 4Minute no Youtube, um teaser do áudio do EP foi liberado dia 17 desse mês, e logo no dia 19 um teaser de 25 segundos do vídeo de Because I’m The Best também foi disponibilizado. Loira e mais provocante do que em qualquer outro de seus trabalhos solo, a sul-coreana lançou horas atrás oficialmente, o vídeo completo da faixa carro chefe de A+, afirmando o que o seu mercado já supunha: HyunA vai continuar chocando a família tradicional Coreana \o/\o/\o/\o/ e, o mais importante para a Cube Entertainment, vai continuar dando o que falar na Coréia. Depois desse vídeo pensei “Nossa, HyunA vai ser expulsa da Coreia do Sul a qualquer momento. Rsrs”. Para os fãs de HyunA e/ou de cultura pop da Ásia, a espera acabou e BECAUSE I’M THE BEST está entre nós, confere aí...

Como é a primeira vez que HyunA aparece aqui no Expresso Lunático, convém fazer as devidas apresentações (não se preocupe que a bio é bem curtinha)...
A sul-coreana HyunA, 23, conseguiu fama na Coréia por ter feito parte do girl group Wonder Girls e por ser a principal vocalista do girl group 4Minute. Em 2010, lançou o bem-sucedido single Change que marca sua carreira solo e paralela às atividades com o 4Minute e com Troublemaker – duo criado pela Cube Entertainment com Hyunseung do grupo Beast. Ela também é a moça do vídeo viral Gangham Style, do PSY. Pronto, isso é o bastante, até porquê falar de biografia é inútil já que o Wikipedia tá aí pra isso, né? E se tiver algum fã dela lendo esse texto, não vai ser nada informativo falar um monte de coisa sobre a vida dela também (bjo, p minha amiga Jéssica <3). Logo abaixo o vídeo mais recente do 4Minute, lançado esse ano.

Então, nesse texto não vou falar de quem é HyunA, a pessoa, e sim do quê é HyunA, o ídolo criado pela Cube Entertainment. Antes de mais nada, é preciso esclarecer que o mercado fonográfico do KPOP é semelhante ao do JPOP, onde a produção em massa de ídolos é feita exclusivamente para propaganda e para fortificar a cultura de consumo – lembre-se de que estamos falando da Coreia capitalista (do Sul) e não da Comunista (do Norte). Já falamos desse sistema aqui antes, então vale conferir pra não ficar boiando. HyunA, assim como uma série de outros artistas coreanos adentraram com maior facilidade no Japão graças a BoA, única estrangeira que conseguiu vender mais de 1 Milhão de cópias no mercado fonográfico japonês.
Advinda do sistema de ídolos, HyunA precisou construir uma personalidade que despertasse atenção (na vdd quem constrói é a produtora). O ídolo nesse contexto não se trata de um talento excepcional ligado a uma boa voz, atuação ou expressão artística genuína e sim de características subjetivas que causem interesse. A mídia oriental gosta da música da HyunA porque é da HyunA e pronto, sua figura justifica sua expressão artística e não o contrário, pois é assim que o esse mercado funciona. O que lembra Galbraith e Karlin (2012) quando falam de auto-referenciação em uma cultura midiática que tem nos ídolos seu pilar (é o caso do Japão e da Coréia do Sul), os autores dizem que há um ciclo não justificável que apenas acontece, a mídia cria a celebridade, a celebridade cria o espetáculo e o espetáculo por sua vez será foco de atenção da mídia, que vai criar a celebridade, que vai criar outro espetáculo que vai pra mídia de novo, que vai criar outro e outro e outro e outro.............................. Entendeu, né?
HyunA então construiu sua imagem dentro desse sistema e foi se desvinculando do rótulo de membro da 4Minute (grupo que por sinal é criação do sistema de ídolos da Cube Entertainment) para ser uma artista solo, ícone de moda e cultura pop coreana e uma garota propaganda muito das mais úteis. Com seu lançamento de 2010, Change, ela extrapolou barreiras na Coréia no que se refere a música e a performance; o vídeo de Change recebeu censura +19 em seu país por causa do rebolado da cantora. Você pode até banalizar o que essa moça representa após ver um de seus vídeos, mas na verdade você estaria deixando de considerar seu contexto: a música pop coreana não é tão hipersexualizada como a música pop que conhecemos aqui no Ocidente, sexo na mídia da Coréia não é tão escrachado quanto aqui. É essa barreira que HyunA parece estar tentando destruir desde que seu rosto passou a fazer parte das capas de revistas, tablóides, televisão e mídia geral de seus país; principalmente quando se trata de sua carreira solo.
Hyuna em cena do vídeo de Change. Esse Gif tem censura +19 na Coréia do Sul
Não podemos deixar de considerar seu contexto, é comum que, ao ver uma foto da artista, a palavra ‘bonitinha’ venha mais rápido que ‘provocante’, mas isso porque, enquanto ocidentais, temos uma visão diversa do que é provocante no que se refere ao sexo. Para entender HyunA, temos de deixar de lado essa nossa cultura que já considera performances incrivelmente sexuais como algo comum (não é assim no país da moça) e tentar entender outra visão de mundo. Um exemplo disso é a censura de 19 anos que o vídeo já mencionado, Change, sofreu, não há, em momento algum do vídeo, nudez, a simples sugestão de algo sexual nos movimentos coreografados dos quadris de HyunA causaram a censura. Percebeu a diferença? Vale lembrar que umas das faixas de Crazy, último lançamento do 4Minute (Do the first verse: Cut it out), foi banida da KBS (principal veículo de mídia cultura de massa da Coreia do Sul).
Contraditoriamente, o foco na imagem bela e meiga, e não exatamente sexual de divas pop asiáticas normalmente é o que chama a atenção do público ocidental, para nós ocidentais é doce, é fofo (mesmo os girl groups mais sensuais), para eles é sexy. Isso ocorre por conta dos estereótipos que criamos, até associação aos animes, que são japoneses e não coreanos, muita gente acaba fazendo, por exemplo. Na verdade, uma figura como HyunA chama atenção da mídia oriental pela mesma razão que Britney Spears chamava a atenção do ocidente no começo dos anos 2000, uma imagem associada ao sexo, o que gera polêmica. Que nem sempre é interpretada dessa forma pelo público ocidental. Coisa que começa a mudar no caso de HyunA, já que esse elemento passa a estar cada vez mais presente em seus trabalhos; seu lançamento desse ano recebeu censura +15 (o que é surpreendente considerando as cenas de Because I’m The Best). A sensualidade agora também passa a ser uma de suas marcas registradas, o que iremos constatar nesse texto. Particularmente acho irritante o fato de muita gente dizer “Nossa! Tá vendendo sexo que nem as popstars ocidentais!”. Primeiramente, SEXO NÃO É UMA COISA EXCLUSIVA DO OCIDENTE, asiáticos também transam (quem não sabia, agora tá sabendo). E, SEGUNDAMENTE,  dizer que cantor asiático fulano (a) de tal não pode pagar de Britney Spears acusando-o (a) de estar se OCIDENTALIZANDO demais é racismo: quem disse que os asiáticos (ou qualquer outro povo) tem que seguir os estereótipos que você cria pra eles?
Seu lançamento mais significativo para ascensão como artista solo foi Bubble Pop!, o primeiro EP, pois o vídeo da faixa título tornou-se viral e que recentemente redescobri. O caso é que adoro a música, mas detesto tanta coisa nesse videoclipe e detesto mais ainda o fato de eu gostar muito desse vídeo. O vi apenas uma vez, no ano de lançamento e, 3 ou 4 anos depois, a música ainda tava na minha cabeça e parei de lutar contra. Vejam e tirem suas próprias conclusões (também odiei o fato de ela estar igualzinha a Stefani do CrossFox na cena da estrada usando óculos). Gostando ou não, ele bombou como o planejado.

O vídeo foi um hit de verão, recebeu o 9º lugar na lista de melhores músicas de 2011 da SPIN Magazine. Com um refrão grudento e que te faz ignorar o fato de a voz de HyunA não ser seu ponto forte (nada que bons compositores não resolvam com uma letra que facilite sua vida na hora de cantar). No entanto, esse hit foi o que precisou ser: provocante e, por consequência, pop (o single vendeu mais de 2,5 Milhões de cópias!). Assim, a liberdade artística de HyunA para explorar um terreno ousado no KPOP se reflete em sua música que, por sua vez, serve de desculpa para justificar sua imagem, o crime perfeito. E a aposta perfeita para Cube Entertainment. Bubble Pop! provou HyunA como uma artista que se destaca diante de suas colegas do 4Minute e que vende muito. E isso significa investimento garantido por parte da Cube.
Investimento que no ano de 2012, se transformou em Melting – seu segundo EP – e em outro hit da web (3 dias de lançamento, 9 Milhões de acessos), Ice Cream (com feat. de PSY logo no início), que foi apresentado na lista must-watch video da U.S. Billboard na semana de lançamento. A mídia britânica, americana, latina e europeia passa então a se interessar cada vez mais pela moça. Ice Cream é uma música pop comum, com uma base hip-hop, como tudo aquilo que já se esperava de HyunA, refrão grudento, bem divertida e versos cantados em rap. HyunA falou um pouco sobre o conceito de Ice Cream para Robert Michael da Interview Magazine, “A intenção é derreter todos os ouvintes, que nem sorvete doce.” (referência ao “I’ll met you down like Ice Cream” da letra). Assim, seguindo o conceito feito para a música e vídeo de Ice Cream, Hyuna chega no meio de uma bando de manifestantes (que carregam cartazes com mensagens bem nonsnese e referências a 4Minute) e os faz parar tudo o que estavam fazendo para dar atenção a ela e ao seu delicioso sorvete.

Ainda na entrevista, a artista fala que há uma grade preocupação em produzir algo que os olhos e os ouvidos possam desfrutar. O que se reflete nas performances dos vídeos como por exemplo o explosivamente colorido e divertido vídeo em questão. Mais uma vez a cantora traz de forma sugestiva a sensualidade (couro preto, o cone fálico do sorvete, a câmera que desliza sobre seu corpo na cena do banheiro com espuma, o moço tatuado e sem camisa), mesmo que em paralelo a meiguice.
(foto de Ice Cream) (legenda: se você é ocidental, é provável que você ache Ice Cream mais fofo do que provocante. Eu acho fofo. Mas o vídeo é bem sugestivo, e bem provocante pros padrões da Coreia do Sul)
Ser sensual faz parte de sua persona, algo já esperado por seu público alvo. Acerca disso, não podemos esquecer que seu público alvo é exclusivamente coreano, seu nome na mídia mundial é apenas consequência, pois HyunA ainda não lançou nenhum disco para o mercado internacional. O que quer dizer que ser provocante a cada novo videoclipe é algo que o público coreano espera dela, a prova disso é que o single de Ice Cream teve vendas muito boas na Coreia. E isso acaba tendo influência sobre sua liberdade artística; já que sensualidade seria um elemento do qual HyunA não poderia se desvincular sem que houvesse consequência nos números de vendas.
(foto de tattoos em Ice Cream) (legenda: sem falar q sempre que vejo Ice Cream morro de vontade de telefonar pro meu tatuador e marcar hora p fzr um mooonte de tatuagem colorida no braço!)
O KISS KISS KPOP (2013) fala que, para os padrões coreanos, HyunA está explorando sua sexualidade no vídeo de Ice Cream: Ela é subversiva: é ela quem está no comando o tempo todo durante o vídeo. É ela que é a dona do caminhão de sorvete, quem atropela um cara e ignora o fato (fria como sorvete tbm? rsrs), foi o moço da tatuagem que se tatuou com o nome dela. Além disso, “no vídeo, não é HyunA que acaba com o rosto todo sujo de sorvete, ela é quem suja a rosto de todo mundo no final com sua mangueira de sorvete. Bem diferente do final da maioria dos filmes pornôs, não é?” (KISS KISS KPOP, 2013). A cena do banheiro de espuma é provavelmente a que mais teve repercussão na Coréia; ficou ótima, mas durante as gravações HyunA teve uma séria reação a espuma em sua pele devido ao tempo excessivo que ficou exposta à substância L. Particularmente o momento que mais gosto é esse...
MEU DEUS, QUE CENA MARAVILHOSA!!!
Em 2014 HyunA retorna com Red, carro chefe de A Talk, seu terceiro EP. No que se refere à música, Red é explicitamente diferente dos lançamentos anteriores, ele não gruda de primeira. A letra é um tanto egocêntrica (como em músicas pop ocidentais), mas é curiosa: combina uma brincadeira coreana infantil e a traduz de forma a exaltar a própria HyunA. A brincadeira é assim: uma criança tem que começar dizendo “A bunda do macaco é vermelha.” O que se segue é “a maçã é vermelha, a maça é deliciosa, deliciosa banana, a banana é longa, longo é o trem, o trem é rápido...” O nome de HyunA é colocado nom lugar da maça, logo, “HyunA é vermelha, Hyuna é deliciosa”.
Capa de A Talk: uma capa dessas faz alguém virar ícone gay em dois tempos.
Os versos de Red transformam a cor vermelha em algo único, poderoso e sexy após o primeiro verso cantado “botei meu batom e agora sou vermelha”. Na letra, o vermelho deixa de ser apenas uma cor e vira audácia: “minha beleza te faz querer me morder, é como arte e toda noite você pensa em mim que nem ramen apimentado”. Depois de fazer isso, o refrão se apodera desse novo significado da cor vermelha: “A bunda do macaco é vermelha (o quê?), a Hyuna é vermelha, a Hyuna é! (ahh)”. As partes “o quê?” e “ahh”, mostram HyunA percebendo a mudança de significado da brincadeira, primeiro com admiração “what?” e depois entendendo o que a letra fez “ahh.”
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A música é eletrizante e só fica sossegada momentos antes do refrão que explode. Sobre ter dito que Red não é tão fácil quanto as outras, não há dúvida de que a faixa representa uma ótima evolução para a carreira de HyunA do ponto de vista artístico e de mercado, a produção é muito boa, e é um tanto sofisticada. Ouvi muito essa música depois que consegui destrinchá-la (ainda ouço muito na vdd...) e, diferente de Ice Cream, ela não é tão descartável. Por isso, humildemente, acho essa sua melhor música, tanto na proposta da letra quanto na produção sonora e do videoclipe. Os produtores conseguiram fazer algo que casa com o talento vocal limitado da HyunA ao mesmo tempo que reflete o ídolo que eles querem representar, um tipo de hino de sua consolidação na Indústria. O conceito do vídeo e da música que, na teoria, buscam refletir a representação que a Cube Entertainment dá pra HyunA acabam sendo maiores do que ela, isso fica evidente em suas performances ao vivo da música (no Youtube tem). Sabe aqueles casos em que vemos um videoclipe muito foda, e a apresentação ao vivo consegue ser tão foda quanto? Infelizmente, esse não é o caso de Hyuna com Red. Entretanto, mesmo não passando de uma performer comum cantando no palco, ela consegue se manter focada e com uma postura surpreendentemente confiante.
O vídeo de Red também trabalha com a transformação que a brincadeira da letra faz, na verdade evolução. No início o vídeo é só a bunda de um macaco que, de repente nos leva a uma chuva de tomadas lindas, igualmente absurdas e de performance. Vamos da bunda do macaco até a realeza (uma Cleópatra aleatória: WTF?!). Novamente o uso de elementos subversivos; o vermelho não é mais cor é algo poderoso, a bunda do macaco, não é mais a bunda do macaco, deixa de ser algo bobo e vira algo importante, a cena em que ela está segurando o microfone e o entrevistador está do lado de dentro da jaula. Subversivo, subversivo, subversivo. Red é tão absurdamente belo e energético como a proposta teria de ser e há elementos visuais interessantíssimos que nos deixam intrigados e que notamos quando vemos de novo e de novo. Icônico para o cenário da música pop da Coréia? Talvez. Não teria argumentos para discordar. Macacos, Cleópatra, batom, objetos fálicos, Hyuna tirando sarro da sensualidade em vídeos pop (Miley montada na bola de aço, twerking, Katy no Egito...), dança, maçãs, muito glitter, as cenas, todas elas são compostas de imagens lindas.... por que não gostar de Red? Ou mesmo, por que não odiar Red? Não é de causar reações neutras. O vídeo não sai da área de conforto de HyunA e é visualmente atraente, há takes memoráveis considerando os conceitos usados por quem idealizou toda a fotografia. Não dá pra perder tempo achando significados, é o que é.
Além disso, a estética de HyunA em Red é totalmente coerente considerando toda sua carreira solo: de Change até Red, a transformação, ou melhor, a manutenção da sensualidade em seus trabalhos foi constante, cada vez mais marcante. Em uma linha de tempo, temos os polêmicos e censurados movimentos dos quadris em Change; ousadia, corpos bronzeados e pouca roupa em Bubble Pop!; o fofo e sexualmente sugestivo Ice Cream, batom e salto alto em todas as cenas do mulherão que HyunA vira em Red e finalmente a A+, sexo, drogas, beijo gay... Logo, o mercado, assim como a fanbase mais significativa de HyunA, notou essa mudança e estava respondendo de forma positiva a ela, pois mesmo ficando mais sensual a cada novo lançamento, as vendas de HyunA continuaram boas. A aceitação dessa postura por parte de sua fanbase faz com que ela seja mantida. Não esqueçamos que, a despeito de sua popularidade no exterior, a fanbase mais forte de HyunA é o público coreano, é lá que os números de vendas são maiores e é para esse mercado interno que a Cube Entertainment direciona seus produtos.
Eclética e básica, HyunA cria tendências? Talvez. Mas o caso é que ela é uma das artistas que influenciou o investimento de grandes gravadoras (como a própria Cube) em outros ídolos que também adotam uma postura mais sexy e se destaca nesse mercado sem sequer um álbum solo completo lançado ainda. Existe um abismo gigantesco entre os números das vendas de seus EPs e as vendas de seus Singles. Um álbum completo pode não compensar, mas o lançamento de algumas faixas para mantê-la na mídia é fundamental. Logo, não há necessidade de um disco completo no momento. Devido ao seu trabalho no 4Minute, ela só precisa investir em sua imagem e continuar dando o que falar usando as armas que tem. A construção de uma persona que funciona como deve é o que a mantém nas paradas, pois como já foi dito, a importância não está na música da HyunA, e sim na HyunA, é assim que sua Indústria trabalha. Seu precário talento para atuação, tão evidente nos vídeos do duo Troublemaker e sua limitada extensão vocal são ofuscadas por performance, estilo, personalidade e aparência intencionalmente criados pela Cube, pois essas são as características demandadas por um mercado midiático focado em propaganda e vendas.
E isso significa que, amando ou odiando, HyunA continua dando certo. Manter-se relevante em um mercado que trabalha por meio do idol sistem é um feito e tanto, em questão de dias a mídia milimetricamente planejada desse mercado pode fazer alguém vender milhões, em contrapartida, com a produção em massa, alguém pode ser esquecido e deixar de dar lucros com a mesma facilidade. Sorte dos que conseguem ser mais do que as vendas, aqueles cuja figura foi capaz de deixar algo para a posteridade. HyunA tem consciência de como seu mercado funciona e durante uma conversa com Robert Michael Poole afirmou querer “ser lembrada pelo público e pela Indústria como uma cantora que tem sua própria cor quando sua carreira chegar ao fim.” Se HyunA vai conseguir tal feito, não sei, mas ela é uma figura que conseguiu causar mudanças em sua indústria apenas usando uma postura forte, confiante, sexy e independente em seus trabalhos, talvez isso seja um começo. No mais, é aproveitar seu vídeo novo, seu EP de 2015 e quem sabe se ela vender muito esse ano, logo logo tenhamos seu primeiro álbum.
Carmen Miranda foi a primeira latina a ter uma estrela na Calçada da Fama, fez um total de 14 filmes em Hollywood e segue sendo até os dias de hoje a brasileira com maior reconhecimento no mundo. Seu sotaque carregado (que na verdade era puro marketing) e seu estilo exótico para o público americano fizeram dela uma ótima aposta para os musicais característicos da Hollywood Golden Age e da Broadway entre as décadas de 30, 40 e 50. A mídia da época foi responsável por manipular sua imagem transformando-a em um tipo de estereótipo da mulher latina, imagem contra a qual Carmen tentou lutar, sem muito sucesso.
De certa forma, Carmen também representou um tipo de ponte entre Brasil e Estados Unidos em uma época em que o Tio Sam expandia sua economia pelos países de Terceiro Mundo. Ambos os governos (Brasil e EUA) usaram sua imagem em proveito próprio. A Pequena Notável é considerada a precursora do Tropicalismo, e a despeito dos estereótipos que enfrentou durante sua carreira, suas performances extravagantes foram sua marca registrada e seu talento ajudou a popularizar a música brasileira. Carmen, além de ser símbolo da cultura brasileira, também é referência e símbolo do Cinema Clássico de Hollywood, pois seus números nos vários musicais que estrelou foram e são únicos. Já dizia Rita Lee, “com tanto brasileiro por aí metido a bamba, sucesso no estrangeiro ainda é Carmen Miranda!”.

3. Copacabana (1947)
Título original: Copacabana
Lionel Deveraux dirige o clube Copacabana ao lado de sua estrela principal Carmem Navarro (Carmen Miranda) e ambos estão em busca de financiamento. Para conseguir investimentos de um influente empresário, Carmen acaba fingindo ser Madame Fifi, famosa performer francesa. A farsa ocorre devido ao fato de o empresário sugerir que o clube tenha duas estrelas principais. Tico Tico no Fubá é o primeiro número de Carmen no filme Copacabana.

2. Uma Noite no Rio (1941)
Título original: That Night in Rio
Carmen (Carmen Miranda) é a ciumenta namorada de Larry Martin (Don Ameche), os dois são estrelas do show bis. Em uma certa noite, o milionário Barão Manuel Duarte ao lado da Baronesa (Alice Faye) faz uma visita ao clube, é quando percebemos que Larry e o Barão são idênticos. Uma tramoia onde os papeis de ambos são trocados é o que sustenta o roteiro dessa deliciosa comédia musical. O filme abre com a performance de Tchicabum!

1. Entre a Loura e a Morena (1943)
Título original: The Gang’s All Here Edie Allen (Alice Faye) conhece o soldado Andy Mason (James Ellison) na casa noturna Club New Yorker. Mas Andy precisa partir para uma missão de Guerra tendo de despedir-se. Os problemas começam a surgir quando Eddie e sua amiga Dorita (Carmen Miranda) descobrem que o moço já e comprometido. The Lady in the Tutti Frutti Hat é a performance gigantesca que abre Entre a Loura e a Morena, na época, o apimentado número surrealista causou muita polêmica.
Namie Amuro é uma das cantoras mais populares e influentes do Japão atualmente.
“A música pop japonesa (J-POP) trata-se de um sistema industrial complexo e único onde televisão, publicidade, tecnologia e internet são combinados para criar produtos globalizados. Estratégias de marketing precisas e condicionadas por diferentes mídias (televisão, propaganda, karaokê e downloads em aparelhos de celular) são máquinas que representam a disseminação da cultura e resultam em milhões de discos vendidos a despeito da crise da Indústria discos físicos. Esse estilo musical dissipou as sombras estabelecidas pela cultura de mangá, videgames e animação japonesa.
Gackt
 Com o objetivo de atingir o maior número de público possível, artistas e produtores tem de atender aos desejos da mídia, sujeitos ao consentimento da marca que está promovendo a imagem da banda/artista. Para fazer uma música, por exemplo, produtores e compositores têm de produzir de cerca de 15 a 30 segundos da faixa (esta precisa atender a demanda da massa, sendo algo de fácil digestão para os ouvidos do grande público) diretamente para seus patrocinadores. Uma vez que a faixa de poucos segundos é aprovada, a música completa será criada e se tornará a música título do álbum. Assim como a imagem do ídolo, a música será moldada para melhor representar a marca (cantoras para cosméticos, cantores para bebidas alcoólicas, por exemplo).
Outra mídia, ainda mais influente e tipicamente japonesa é o karaokê. No Japão, trata-se de uma Indústria por si só, estando em terceiro lugar nas vendas da indústria de lazer. Grandes redes de empresas possuem centenas de karaokê boxes ao redor do país. Esses estabelecimentos são totalmente dedicados ao karaokê, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Participar dessa rede de enorme alcance de público é vital para as gravadoras. Por conta disso, os produtores de J-POP são rígidos com os compositores do ramo: as músicas principais de um artista (aquelas faixas do disco que ganham videoclipes e são promovidas em performances ao vivo) precisam ter melodias simples e letras fáceis de se cantar. Assim sendo, a música tem de estar pronta para o uso na mídia tradicional e para ser cantada pelo público dos karaokês. Além disso, apresentando mais oportunidade de consumo, houve a chegada dos modernos aparelhos de celular. A despeito do que o senso comum pode nos fazer pensar, esses aparelhos em sua forma mais moderna surgiram no Japão ainda nos anos 90, bem antes dos Smartphones do Ocidente. 9 de cada 10 japoneses possuíam celulares que conectavam-se a internet. (...)  Os Japoneses vem baixando MP3 desde 1995.” (STÉPHANE CHAPUY, 2010).
Ayumi Hamasaki durante A Countdown Live ~a Cirque de Minuit~2014-2015. A Countdown Live é um show anual que a cantora faz durante a virada de ano desde o começo dos anos 2000. De acordo com a Oricon (parada oficial de álbuns, singles e vídeos musicais do Japão), Hamasaki é a artista solo que mais vendeu álbuns na história do Japão e é a única artista solo a vender mais de 50 Milhões de disco no total.
No tocante aos artistas e bandas, o que temos do Japão é o que se chama de Idol System, em uma tradução livre, “sistema de ídolos”, onde personalidades da mídia são criadas de forma a instigar o consumo (de seus CDs/DVDs e de produtos diversos que usam sua imagem para conseguir popularidade e ganhar em vendas). Bruno Latour (2005) diz que talvez uma abordagem consistente acerca das marcas que contém os ídolos, seja considerá-las unidades distribuídas sobre uma rede de atores que faz com que as interações aconteçam. Isso significa que os ídolos não apenas promovem a venda de produtos e serviços, mas são produzidos pelos produtos e serviços que eles mesmos vendem. Sem algo para anunciar, o ídolo perde a importância. Isso também funciona como algo que leva o consumidor japonês a interessar-se mais pelo mercado interno.
Mais que ídolos vendendo produtos, o que temos é um sistema de comodidades que vende os ídolos. Focando somente no ídolo e somente nele, pode-se perder a noção da rede de relações que o está produzindo. Equivocadamente acredita-se que as marcas os produzem para aparecer na TV ou em qualquer outra mídia, mas o sistema capitalista também precisa de alguém para ser o “garoto(a) propaganda” e alavancar vendas. O ídolo então é uma ponte na rede do sistema capitalista no Japão que liga o consumidor ao produto. Isso ocorre de forma eficiente devido ao fato do Japão possuir uma cultura de mídia que cultua e supervaloriza as celebridades usando mecanismos específicos para a criação de intimidade entre público e pessoa pública. Um desses mecanismos é a superexposição, de acordo com Latour (2005): os japoneses são expostos frequentemente a esses ídolos em toda parte, revistas nas bancas, anúncios na frente das lojas e outros estabelecimentos, outdoors espalhados por todos os lugares, programas de variedades na TV, anúncios na internet e até mesmo nos noticiários. Dessa forma, um determinado rosto sempre acaba sendo familiar.
P.S. Para mais informações a respeito da relação entre público e persona na cultura japonesa, conheçam o livro Idols and Celebrity: Japanese Media Culture de autoria de Patrick W. Galbraith & Jason G. Karlin. Está disponível em PDF gratuitamente na internet. É só dá um Google!

These Boots Are Made For Walking

Bang Bang

Things

How Does That Grab You, Darlin'?

Something Stupid