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 A Dama e os dois lobos é um romance psicótico cheio de mistério que vem sendo compartilhado aqui no blog. Uma história que envolve temas como primeiro amor, amizade, bullying, drogas, conflitos familiares e principalmente o poder da mente em transformar traumas em realidades paralelas. 


Marta Bevacqua é uma fotógrafa de Paris que nos presenteou com ensaio lindo com fortes características do romance "A dama e os dois lobos", seguindo assim, uma viagem no interior do que é real ou fantasia. Originalmente titulada "Brave Hearts Kingdom", Marta deixa bem claro seu estilo mistico gótico com olhares cheios de histórias e mistérios.







Essa ultima imagem, faz parte de outro ensaio chamado "The Animal Box", também nos lembrando fortemente de "A dama e os dois lobos". 

Os cabelos cacheados ao vento de Caroline balançam a cada passo forte dado pela rua do bairro. O olhar cheiro de ódio e decepção percorria por todos os lados a procura de uma unica imagem. A imagem de alguém que um dia foi seu maior super herói. Foi a melhor inspiração. Foi melhor amigo. Mas que hoje, a partir de hoje, não será um nada. "Cadê ele?". Caroline avista o verde do carro. E em seguida um pedaço de arame. 

"Julio nota que aquela Dama de longo vestido passa correndo por entre as arvores. O rastro do seu perfume de rosas o faz a seguir. Onde iria com tanta pressa aquela bela e misteriosa dama? Seria encontrar alguém? Quem sabe o seu verdadeiro príncipe? Ou o caminho de volta para casa? Ou na verdade, ela esteja assustada e precisando de alguém? Julio começa a perdê-la de vista. E tenta alcança-la, mas ela desaparece na escuridão da floresta. _Não me deixe sozinho. Não me deixe também. Por favor."



Caroline se encosta no carro verde, e com o arame risca o carro todo. Ninguém observava aquilo, pois estavam muito ocupado assistindo um jogo estupido num bar cheio de homens fedidos acompanhados de mulheres desesperadas por atenção. _PAI! O grito de Caroline percorre o bar até o homem que empurra a mulher que sentara em suas pernas. 
_Caroline? Minha filhinha.
_Cala a sua boca. Caroline pega o copo de cerveja em cima da mesa e joga na mulher que foi jogada ao lado.
_O que você está fazendo? Pergunta o homem levantando da mesa.
_Só quero te avisar que na casa da minha mãe você não volta.
_O que você está dizendo filha?
_Não me chame de filha. Grita Caroline. _Você pode até ser meu pai, mas biológico, porque não te considero mais meu pai. De agora em diante, sou órfã de pai.
_Não fale besteiras.
_Te quero longe da minha mãe, dos meus irmãos e da minha casa.
_Onde eu vou morar?
_Não me importo para onde você vai, só estou avisando que não pertence mais aquela família. 

Caroline deixa o bar.

Seus olhos são inundados de lagrimas.

Seu coração dói sem parar.


"Julio ouve um leve choro. Alguém ali próximo está chorando. E Julio sente em seu coração a resposta. A dama. Em algum lugar ali ela precisava dele, assim como ele precisava dela. Um abraço, um cafuné. Julio se aproxima de uma colina, onde a dama está sentada no chão, com seu vestido arrastado em sua volta coberto de flores. Julio se aproxima lentamente, e tenta dizer algo, mas nada sai. A dama esconde o rosto com suas mãos delicadas. _Por favor, diga para mim o que precisa. Julio é surpreendido com um ataque de um lobo negro, lhe derrubando longe dali. Os dentes brancos e afiados do lobo negro estão amostra, e direcionados a ele. _O que você quer de mim? O que você quer dela? Nos deixe. Não deixe caramba."


A noite chega lentamente. Como se a lua estivesse se atrasado hoje. Todos ali estava apreensivos. Caroline sentada na sala faz cafuné da irmã mais nova que agora está calma. "_Prometo que isso não vai mais lhe acontecer Beca." A promessa feita horas atrás voltou repentinamente com o justo da batida na porta da sala. Os olhos de pânicos da irmã mais nova encontram os de Caroline. Aquele olhar assustado de Beca pareciam claramente gritar as palavras "VOCÊ PROMETEU". A insistência das batidas bruscas na porta assustam os vizinhos. 
_Desculpe Caroline. Diz sua mãe indo para porta.
_Não! Grita Caroline entrando na frente da porta.
_Não podemos ...
_Podemos sim.
_Mas ele vai...
_Chega de conformismo. Ninguém está feliz com ele aqui. Você não está feliz com ele aqui. Seus filhos não estão felizes com ele aqui. Eu não estou feliz com ele aqui. Chega. Iremos sobreviver sem ele. Porque somos uma família. O olhar de Caroline cheios de lagrimas e convicção fez com que sua mãe insistisse no futuro sem ele. 

"_Porque não nos deixa em paz? Porque sempre me atrapalha a me aproximar dela? Porque não me deixa ser feliz com quem eu amo?  Julio ataca o lobo negro, e as duas criaturas lutam próximo de uma colina alta, onde a dama assustada com tudo aquilo tenta se afastar. _Eu só quero ser feliz. O lobo negro o observa por um instante, o que faz com que Julio agarre seu pescoço e lhe jogue para longe. A dama corre para onde o lobo, o colocando em suas pernas. _O que? Sai de perto dele. Ele é o vilão. A dama começa a chorar em cima do lobo. As lagrimas cegam os olhos de Julio que logo se encontrava de joelhos. Ele nota suas mãos. _ O que? Minhas mãos? Voltei a ser eu mesmo? O entusiasmo de Julio em voltar a ser ele mesmo lhe faz soltar um grito bem alto no meio do campo. _Olhe para mim agora minha dama, sou como você agora. Julio olha para dama que apoiava uma cabeça de um homem nas pernas."


Continua.





As palavras circulavam na cabeça de Julio sem sentido, sem formação, sem significado algum. O diretor não parava de falar sobre o que iria acontecer com ele se seguisse por esse caminho sem volta. Os dois garotos que passaram por Julio no banheiro estavam na sala do diretor, assustados. Julio nota que eles são das primeiras turmas, os mais jovens. Que não sabem de nada, só que aquilo no banheiro é errado. Mas será que eles também sabem que Julio não estava metido naquilo? "Quem eu quero enganar? Eu estava lá, eu aceitei esquecer, eu aceitei o cigarro, eu fumei. Fui pego na cena do crime, onde eu estou ileso de escapar daquilo?". Julio ouve as palavras mãe e pai, depois irmã mais nova que está na sala. Julio sente sua cabeça pesar e doer. "Droga, tenho que fazer algo. Dizer algo."


_Senhor diretor... Julio começa a falar baixinho _Desculpe minha atitude irresponsável. Mas não tem necessidade de preocupar meus pais.
_Isso é o que você me diz, o que me garante que você está tentando fazer minha cabeça pra não fazer o meu papel de responsável por você? Responde o diretor.
_Foi a primeira vez que fiz isso.
_Tudo tem um começo.
_Mas não farei de novo.
_O que te faz pensar que eu acredito no que está dizendo?
_Não sei.
_Desculpe Julio, mas tenho que fazer isso.
_Por favor, não faça. O diretor trocou olhares com alguns professores que estavam na sala _Perdi meu avô. A pessoa que mais me conhecia. O meu melhor amigo. Estou sem chão. E acabei aceitando o cigarro porque está doendo aqui dentro do meu peito, e achei que poderia esquecer, por pelo menos um instante essa dor que não estou sabendo lidar. Não farei isso de novo, e não falo isso por você, ou pela sua escola, faço isso por meu avô que reprovaria minha atitude infame. O diretor o observa por um instante.
_Julio, eu te entendo. Desta vez não falarei com seus pais, mas estarei te observando daqui por diante, e se por a caso, você me fazer me arrepender de não ter avisado seus pais, terei que ter atitudes drásticas sobre sua estadia aqui na minha escola.
_Tudo bem, não irá se arrepender. Julio pega sua mochila do chão.
_Julio?
_Sim diretor?
_Meus pêsames filho.
_Ok. Julio sai da sala do diretor e topa com a estagiaria.
_Julio? Você está bem?
_Não estou. Julio dar as costas para ela e sai da escola.



Julio cai em sua cama do jeito que chegou, apagando logo em seguida. O silencio da casa naquela hora era infernal. Julio se sentia sozinho no mundo. E isso poderia significar muita coisa para o que ele sentia no momento. "Posso está sozinho no mundo para pagar meus pecados." Isso era estupidez, nada do que ele estava pensando naquele momento fazia sentido. Julio só precisava descansar e esquecer tudo. E as palavras, bem, elas estarão ali sempre em sua cabeça, que voltam em uma enxurrada sem pausa. Palavras ditas pelo seu avô sobre tudo. Sobre sua vida quando jovem. Sobre seu primeiro emprego. Sobre seu primeiro relacionamento com uma prostituta. Palavras ditas pelo pai, que lhe enche de pressão, sobre o que você quer da sua vida, o que vai fazer no futuro, porque não se mexe, você não tem nada de seu pai, você não tem nade de sua mãe, você não parece da família. Palavras de sua mãe, que lhe enche de criticas, mas em seguida de carinho e força. Palavras desnecessárias de sua irmã mais nova que acha que tem mais responsabilidade do que ele próprio. As palavras do melhor amigo Ygo. Do diretor da escola. Do mundo. São apenas palavras ditas, com pensar ou com intuito de algum efeito. Mas são palavras que não serão esquecidas ou absorvidas. Não hoje. Não amanhã.Quem sabe quando. 

_Mãe cheguei. Grita Caroline abrindo a porta e se deparando com sua irmã mais nova tendo um ataque de pânico. 
_Beca? O que ouve? A garotinha se batia com olhos dilatados e fixos em algo, talvez em memorias adquiridas a pouco tempo. Caroline ouve coisas sendo arremessadas na parede no quarto dos jundos.
_O que aconteceu aqui? Grita Caroline na porta da outra irmã.
_O pai. Responde sem abrir a porta. 
_Era tudo que precisava saber. Caroline segue para o quarto da mãe que estava sentada na cama imóvel. 
_Acabou. Caroline grita na porta da mãe. _Acabou. Sua mãe se vira lentamente para vê Caroline. _ACABOU.



Continua...



Artes: "Face the Whole" Daehyun Kim/Moonassi e "The Girl" Joan Didion


A noite parece mais longa que todas as outras, não ha sonhos, não há vontade, não há amor. Só há uma tristeza, uma enorme solidão que consome todo o corpo arrepiado de Julio espremido no canto de sua cama contra a parede fria, assim, como está seu estômago. Uma sensação horrível, uma sensação de tudo ter mudado em sua vida patética e sem sentido.


A sinusite está atacada, uma mistura de tempo frio, e horas de lágrimas derramadas. Julio não acredita que seu avô morreu. O homem que tinha muita paciência e o dom de explicar e ensinar coisas da vida com poucas palavras. _Ah vô, como pôde me deixar agora? Como não tive tempo de ir até você enquanto podia, enquanto eu me sentia perdido com pensamentos e pesadelos sem sentido? Como não fui ao seu conforto, me apoiar em suas poucas e sábias palavras sobre a vida. Como não tive a chance de ouvir e sentir pelo menos pela ultima vez a vida difícil como algo tão simples e transparente. Assim como aquele verão, em que você me disse, que se minha vida tá boa, é por causa do meu caráter, que transparece na minha vida, e se sou tão bom como o senhor achava, era o motivo maior da minha vida está tão boa. E agora? Por que está tão ruim? Será que mudei tanto? E pra pior? Fiquei tão ruim assim que está transparecendo na minha vidinha podre? Ah vô, por que me deixou agora?


Julio nota a claridade do dia amanhecendo pela brecha quebrada da sua janela, aquela que sua mãe lhe ameaçou semana passada de um castigo caso ele não concertasse logo. Pois daquela brecha estragada por cupim, Julio nota que já é dia e não conseguira dormir nada. Seus olhos ardem, seu nariz lhe proibi de respirar normal, e sua cabeça lateja como se sua irmã estivesse batendo ali, como fazia quando era uma bebezinho chato e barulhento. As aranhas passaram a noite trabalhando em suas teias, ali em cima da cabeça de Julio, e o próprio passara a noite observando o quanto elas iam e vinha, formando o seu lar, a sua armadilha, o seu objetivo. Julio nota que seus pais acordaram. Seu pai está quieto como sempre foi, mas sente dali a sua tristeza, a sua solidão. 



Julio se encosta no portal da entrada da cozinha, observando o silêncio, a paz que sua casa estava nesta manhã. Sua irmã com metade do rosto coberto de cabelo mal penteado. Seu pai com olhos inchados. Sua mãe cansada, parecia ter passado a noite acordada, assim como ele. O cheiro de café, pela primeira vez, fez Julio enjoar, indo assim para escola sem tomar café. Em sua bicicleta, Julio passa pela rua onde seu avô foi atropelado, a mesma rua que conheceu a velha dos biscoitos, a mesma rua que passa todo dia para escola. 

O mal cheiro do banheiro masculino da escola faz Julio dar dois passos para trás na entrada do banheiro. Dois garotos saem correndo do banheiro após ter avistado algo assustador para eles. Julio continua andando rumo as cabines particulares do banheiro. Sente um cheiro diferente do que costuma senti no banheiro dos garotos de mijo, é fumaça. Alguém está fumando. Imediatamente uma lembrança do seu avô com charuto fedido nos finais de semanas, dia de almoço familiar. O velho não largava aquele charuto velho, deixava todo mundo com ataque de asma, de tanta fumaça que saía daquilo. Julio acorda com um empurrão: _Ei cara, você está ai? A voz grossa do garoto do cigarro direciona os olhos de Julio para o que ele tem as mãos. _Quer uma tragada? 

_Não obrigado! Julio ainda está com o seu avô na cabeça. Aquela lembrança horrivel dele fumando.

_Você está pessimo. Serio, isso te fará esquecer! Toma ai. O garoto estende a mão com o cigarro para Julio. 

_Esquecer? Julio pergunta curioso. O garoto confirma com a cabeça. Julio pega o cigarro, e se depara com o reflexo do espelho. Ele segurando um cigarro. Sua cabeça gira com lembranças do seu avô, dos pesadelos, de Ygo e principalmente de Caroline. _Eu quero esquecer? Pergunta para si mesmo. E sua resposta é uma tragada, enchendo seu pulmão. 

_Fudeu cara. Os caras correm para as cabines quando o diretor da escola entra no banheiro.

_Julio para minha sala. 






Continua...


           “Está tudo muito calmo, tudo muito silencioso e em paz. O lobo claro se sente muito bem assim, sozinho, no meio de flores, em um campo lindo como se fosse um limbo. E lá está ele, Julio, escondido em um mundo em que pela primeira vez não teme como os demais pesadelos anteriores. Um mundo onde ninguém nunca terá acesso.”

            _Então deixa eu entender, você sonha correndo como um animal, acorda em sua cama, e todo suado? Não me diga que acorda pelado também? Brinca Ygo, fazendo até o amigo Julio soltar um sorriso tímido.

            _Para de saliência, não sou um lobisomem não. Responde Julio olhando para a lua cheia.

            _Sei que não, mas se eu fosse você, não me importaria tanto assim com esses sonhos estranhos, talvez não seja nada demais. Mas se está tão curioso, devia pesquisar sobre na internet.

            _Talvez.

“O silencio é interrompido por um barulho familiar e estranhamente faz seu coração acelerar. Julio ouve um grito longe, um chamado, um pedido, um adeus talvez.”

            _Acho que devo entrar Julio, relaxa cara, não enlouquece, são apenas pesadelos, e esse seu ultimo sonho, esquece, não vale a pena bater cabeça com isso. Julio balança a cabeça positivamente, Ygo vai para casa. Julio fica ali olhando a lua cheia e pensando, pensando, pensando.
            _Ah Caroline!
         

   Na madrugada fria por causa de uma chuvinha fina, Caroline acorda mais uma vez com a briga dos pais. O que mais poderia irritar a jovem Caroline? Ouvir o pai mentir para sua mãe apaixonada e sofredora ou de si mesmo por não poder fazer nada, além de ficar ali no quarto ao lado ouvindo tudo?  Há uma solução para isso, fone de ouvido com uma música bem alta. Essa é a solução dos problemas agora.

            Julio acorda estranhamente disposto. Disposto a tentar esquecer tudo. Esquecer essa crise, esquecer os pesadelos de todas as noites, pretende esquecer Caroline e principalmente seu amor platônico. “Hoje eu escolhi esquecer!” . E assim, disposto, Julio pega sua bicicleta, e vai rumo à escola, no caminho de sempre, com a mente branca, sem nada. Julio se depara com  a rua fechada, aconteceu alguma coisa. Um acidente. Julio se aproxima lentamente do local, e nota pessoas chorando, pessoas tristes, alguns policiais e ambulâncias no local tenta manter a calma das pessoas. Julio se aproxima, e nota que uma senhora foi atropelada por um carro. A velha ainda está acordada, mas muito fraca, seus olhos dolorosos encontram os olhos curiosos de Julio no meio de tantos outros. Aquele olhar azul da velha se entristece. Julio reconhece a velha senhora com sua cestinha com biscoitinhos espalhados pela rua. “Ah não!” Julio tenta se aproximar da senhora, e nota que pequenas flores nascem em volta da velha. Flores brancas com amarelo, flores nascem no asfalto. Como mágica. Morre a fada do destino.


        Os olhos de Julio se enchem de lágrimas quando nota que a velha tenta falar algo, Julio consegue se aproximar mais ainda dela, e quando limpa os olhos, nota que a velha acidentada não era exatamente a dos biscoitos da sorte, era um senhor, com toda a sua pele enrugada machucada, e sua bicicleta estava destruída. Aquela bicicleta azul enferrujada. A bicicleta em que ele aprendeu a andar sozinho.



_Vô?


Ouça a música que Caroline escuta pra não ouvir mais a briga dos pais, a mesma musica trilha da ultima cena a cima. :



_Mas foi só um pesadelo! Tenta acalmar Ygo, mas Julio não parava de roer as unhas.
_Não foi só um pesadelo. São vários. Não aguento mais! Diz Julio olhando pra reação do amigo.
_Vários? Pergunta o amigo lendo uma mensagem de texto.
_Sim, não queria contar pra ninguém, mas sei que você é amigo e não vai me julgar.
_Conte!
_Olha, quero que fique apenas entre a gente, pois não quero que mais de uma pessoa me ache doido por sonhar essas coisas.
_Está certo, conta ai!
_Ando sonhando correndo em uma floresta escura, num caminho no meio do nada. Corro sem parar. Até chegar num certo poste, com uma luz que fica piscando. Lá se encontra uma mulher. Uma garota. Uma Dama. Vestida como tal. Ela fala coisas sem sentido. E ao seu lado aparece um lobo. Um lobo negro. Ele rosna pra mim. E, bem, eu rosno pra ele.
_Rosna?
_Sonho que sou um lobo. Todas as noites. O mesmo sonho.

~ 5 horas antes...~

Julio sobe as escadas da escola com o pensamento no pesadelo que noite passada. Sente algo vazio. Sente que precisa conversar. Precisa conversar. Mas quem? Já que sem perceber, se distanciou dos amigos próximos. Na sala, Julio observava o amigo Ney pelo o espelho do celular. Sua mente estava em um tempo em que os dois jogavam bola na rua com outros garotos. Agora já é tarde? Julio até pensara em conversar com o amigo, mas no momento, o que ele precisa é de alguém que possa entender uma seqüência de pesadelos que ele não consegue. E um amigo que possa entender, é Ygo.
Intervalo, Julio sai à procura do amigo Ygo, sua cabeça agora viaja nos tempos em que eles dois passavam noites conversando sobre futuro. Julio o encontra sentado na escadaria com amiga Caroline que não parece nada bem. Julio se aproxima, seu coração fica agitado, não pelo assunto que tem, não pelo o pedido de perdão ao amigo, mas sim por está perto da garota dos olhos de boneca, cabelos com cachos negros perfeitos, garota do perfume de rosas, garota do sorriso meigo, porém, ele não estava mais ali, o sorriso, sim, o sorriso contagiante, o que ouve com o tesouro natural da bela morena dos cabelos enrolados nesse período de tempo negro?
_Oi? Começa Ygo tentando trazer Julio para o mundo.
_Oi! Posso ter uma conversa com você Ygo? Pergunta Julio.
_Agora?
_Poderia ser?
_Até poderia, mas estou ocupado, pode ser no final da aula, ok?
_Está certo, irei te esperar no corredor no fim da sua aula! Julio dar as costas e sai quase correndo com a mente longe, Caroline, linda do sorriso sincero, que agora só é uma garota com olhos borrados e zangados. O motivo? Seria algo desconhecido para o jovem, que sem perceber tinha esquecido os pesadelos constantes. O tempo passa bem rápido, e Ygo já encontra o amigo no corredor, Caroline dá tchau e passa direto, rumo pra casa, com olhos zangados, boca fechado, fones nos ouvidos, rumo a uma vida que só ela sabia como estava, enquanto os dois amigos andam rumo a casa um tempo calados, _Ygo,

_Sim,
_Desculpa minhas idiotices, é que ando com muitas coisas na minha cabeça confusa, e acabei me distanciando de você!
_Apenas de mim? Você ta realmente lembrando de tudo? Você ia deixar o bando dos badboys otários baterem no seu amigo Ney, lembra disso?
_Lembro! Julio de cabeça baixa
_Amigo como você diz ser, nunca deixaria isso acontecer,
_Mas,
_Mas deixou!
_Já pedi desculpas!
_Pede pra ele, o Ney precisa mais que eu! Ygo atravessa a rua
_Ygo, por favor, preciso de um amigo agora!
_Você precisa? Agora?
_Sim, Julio atravessa a rua _Sonhei que estava coberto de sangue!
_Sangue?
_Sim, não sei de onde, de quem, só sei que estava apavorado, correndo, estou confuso!
_Mas foi só um pesadelo! Tenta acalmar Ygo, mas Julio não parava de roer as unhas
...


Ouça agora a musica que Caroline ouvia ao passar pelos meninos rumo a sua casa com seus enormes fones de ouvido! 

My Chemical Romance - Teenagers

  Teenagers by My Chemical Romance on Grooveshark







Caroline voltava pra casa com seus fones no ouvido, ouvindo uma banda chamada This Providence, quando nota de longe seu pai. “_Mais uma vez?” Pensa a garota que para no meio da rua, abaixa seu óculos, pra vê com quem ele estava. “Quem é essa ridícula?” Caroline sente uma lagrima cair na sua face, e seu coração disparar com a buzina de uma moto que quase lhe atropelou “_Sai da frente vadia!” Grita o motoqueiro. O pai da garota vira com a buzina arrastada, Caroline foca nos olhos. Olhos de decepção. De ódio. De medo. Olhos de uma garotinha que um dia já foi apaixonada pelo pai. “_Papai veio me buscar! Grita a garotinha saindo da escola. _Pai Pai tirei nota máxima hoje na prova!” Caroline segue andando devagar rumo ao pai. Enquanto seus olhos que ali estavam mortos e focados nos olhos do pai assustado, sua mente segue um filme, um filme de tudo de bom que Caroline já tinha passado ao lado do homem que a própria não temia em dizer, “Meu Herói”. 



_Caroline?




_Essa é a vadia por quem trocou minha mãe? Pergunta Caroline tentando vê o rosto da mulher que tentava se esconder. _Mostra a cara, só quero vê quem foi à responsável de estragar a minha família.



_Não é bem assim filha!





_NÃO ME CHAME DE FILHA! Grita Caroline. Sua garganta doeu, os que ali estavam bebendo se assustaram. Caroline focou no pai. Ali ficou parada olhando em seus olhos. Olhando pra quem despertou um ódio que nunca achara que poderia sentir por alguém. Lado negro da garota sorridente foi despertado. Caroline coloca os óculos. Os fones. Dá as costas. E segue andando pra casa de vagar, segurando as lagrimas. Segurando a postura de uma filha que teve a imagem do pai perfeito destruída. Caroline entra num beco. Seus passos ficam mais rápidos, suas mãos se fecham com força. Seus olhos se fecham. Seus cabelos se movem. Caroline corria com toda a força. Usando todo o ar que fugia dos pulmões e doía. A garota quer chegar a casa o mais rápido possível. Quer colo. Quer mãe. Quer ser acolhida e acordada desse pesadelo real em que se encontra hoje. “Mãe desculpe por isso, mas hoje terá a maior decepção da sua vida” “Que nojo do homem que diz ser meu pai” “Que raiva” “Que dor” Caroline tropeça e cai. A garota se senta se encolhe. Chora. Chora sem parar. O que parecia ser verdade, mas não queria aceitar está confirmado. Meu herói é uma fraude.





Julio acorda Ju, sua irmã com gemidos, com barulhos na cama. A garotinha levanta e encontra o irmão se mexendo de um lado pro outro. _Julio? O garoto continua se movimentando de um lado pro outro na cama. _O que você tem? Pergunta a menina que chegou perto do irmão e lhe toca _Ei mano. Ju se assusta com o grito do irmão:
_Nãããããããão



P.s.: Ouçam a música que Caroline ouvia no inicio do capitulo!



“Você demorou”

“Você demorou”

“A frase se repetia em sua cabeça enquanto tenta fugir da voz que antes queria encontrar. Por que não consegue sair do lugar. Por que sente um aperto no peito como se alguém apertasse seu coração sem dó e piedade. A lua está incrivelmente redonda e amarela. As estrelas fortes parecem se mover junto com o corpo peludo de Julio que como lobo corre na floresta fechada em direção oposta da voz feminina. O lobo sobre uma barreira e se depara com o fim da escuridão das arvores e um início de um lugar amplo e cheio de areia com pouca vegetação. Julio olha para trás, olha o caminho que está preste a deixar e esquecer aquela dama que chorava. Julio começa a correr em direção à liberdade da voz perturbadora.” 








O dia está quase perfeito. Sol forte, mas não quente. O vento mexe os cachos negros de Caroline que espera seus irmãos na porta do carro para ir à escola. A garota observa que os pais novamente já estão começando a discutir. Assunto? Ela finge que não sabe, mas a imagem que vira ao voltar da escola do pai com uma estranha mulher num bar não saia de sua cabeça. Será que meu pai poderia está tendo um caso? Será que meu pai não ama mais minha mãe? Mas por que ele faria isso? Ele não nos ama mais? Que droga! Caroline coloca seus fones grandes e seus óculos escuros. Ninguém precisa saber que eu não dormir nada ontem à noite.

                   


“Parece que corre há dias, há meses, há anos. E a sensação de correr num nada consegue ser pior do que a de correr em um lugar cheio de arvores e escuro. Julio não escuta mais nada. Apenas o vento gritando o quanto ele será um perdedor solitário e perdido. O lobo observa que se aproxima de algo. E o fato de não está sozinho nesse lugar assustador o faz correr mais rápido para logo chegar. Seus olhos já estão molhados. Seus pés já não doem tanto. "



"Seus pelos molhados de suor mexem com a parada brusca de Julio ao vê uma arvore seca com abutres que observa dois deles de olhos vermelhos se alimentando de um lobo cinza ainda vivo que se retorce de dor e sem força mais de fugir. Julio fica quieto observando. Assustado. Sem reação nenhuma. E por acidente, enquanto o lobo cinza se mexia de dor, seus olhos sofridos encontram os olhos de medo de Julio. Isso pareceu familiar. Mas Julio não lembra exatamente onde isso poderia ter acontecido. O medo percorre nas veias de Julio que percebe que o Lobo cinza queria ajuda. Mas ele não fez nada. Ele não podia fazer nada. Ele não estava emocionalmente bem para aquilo. Ele apenas corre. Corre em direção da floresta novamente. Apenas corre. Fugindo de tudo aquilo que lhe assustava."


Julio acorda sem ar em sua cama molhada de suor. Mas um pesadelo. Mas um aviso. O que tudo isso poderia ser? Uma coisa Julio sabe. Tudo isso deve ter um sentido. E sua função agora é descobrir qual sentido tem esses constantes pesadelos. Mesmo que tenha que ser sozinho.




A fortune cookie;


A prediction of a not so distant future;


The encounter with the beautiful eyes of a doll;



The beginning of a series of nightmares;

The change of a lifetime right for a wrong life;

Loss of friends;

Ultimately,



The significance of the encounter, the lady and the two wolves.

***

Amantes do romance  A Dama e os Dois Lobos, digo, para esse ano, o grande final e o significado da serie de pesadelos do jovem Julio. E para quem tem saudades ou mesmo pra novos apaixonados, fiz um pequeno resumo [a cima] focado aos visitantes de fora, já que são frequente o bom numero de visitas. Apenas um bônus. E pra vocês brasileiros, a dica é, treinar o inglês. Está tudo muito simples. Agora, curtam alguns gifs do romance:  

***

Curtiram? Melhor mesmo só lendo o romance! Até a próxima.

Aqui será postado desenhos feito em algumas aulas não muito produtivas, no sentido aprender! Não repita isso na sua escola! Okay? Então vamos aos desenhos?!







Primeiramente vamos a essa criaturinha muito estranha... Uma garotinha que aparentemente está fumando... Será o cigarro do Amor? Observamos ao seu balão possivelmente anormal, o que eu quis dizer com esse desenho? Sinceramente prefiro observar as opiniões das pessoas! É cada Estoria fantástica! 









Agora vejamos 3 croquis, figurino da personagem #Quezy de #IdadeProibida. Quem aprovou??? 













Vamos para mais uma criatura estranha, eu particularmente gostei muito dessa figura. Por que? Por que minha cabeça poderia está cheia de coisas no momento que fiz ele. Pelo próprio desenho, podemos notar, o que vocês acham? Olhando para ele, quem ou o que vocês lembram? 



...














Quem é essa bela Alice? Bem, ainda não posso dar nomes aos projetos, mas ela é loira, vampira e bem revoltada... Pois é tudo! Faz parte de um novo Romance que está previsto para o ano quem Vem... Quem ficou com vontade de ler?














Quatro figurinos de personagens de Idade proibida!! Vocês que conhecem as garotas, conseguem adivinhar de quem são essas roupas? Tentam responder na página!













Não sei se vocês sabem, mas sou viciado em X-MEN! Sim sim, e esse desenho fiz baseado em um rabisco que assisti nem sei quantas vezes no primeiro filme da trilogia dos X-MEN!! Quem gosta e assistiu o filme vai lembrar! Vampira [ROGUE] e Bob [Homem de Gelo].















E para quem curti o Romance da casa, A Dama e os Dois Lobos, vai amar esse aqui. Primeiro croqui do misterioso vestido da Dama dos Sonhos de Julio! O que acharam? Curtiram?















Um ano atrás escrevi um conto em uma madrugada! Ficou tão divertido de ler e tão simples que um colega de universidade Oriel pediu para fazer alguns desenhos para ilustrar o conto... Esse foi o primeiro que fez, lhe deixou interessado(a) a ler? Espero que sim, pois será postado no ano quem vem! 



















Esse desenho foi feito um tempo atrás, lembro que quando saiu a moda da estampa da bandeira americana! Lembram disso né? Sei que sim, então fiz alguns desenhos com essa estampa, mas perdi alguns... Sobrou esse! 




...














Mais um desenho sobre X-MEN, mas desta vez uma mistura, pensei quando olhava para o meu caderno do AVATAR! Já pensou se existisse um Avatar na equipe do professor X?? Hahaha seria bem louco, já que existe o NOTURNO! Enfim, papo de Nerd!! 


















Esse aqui eu tipo gostei muito, por que? Primeiro por que foi baseado na Dama e os Dois Lobos, depois é retrô, mas ao mesmo tempo super moderno, tem uma sensualidade misturado com algo  #CUTE. Não sei, o que vocês acharam? Eu a chamo de A Inocente Mascarada!!



...















E para as garotas que gostam de está na moda, fiz um croqui com Saia Mullet, super tendencia que creio que vai durar muito! Gostaram? Creio que sim! Lembrar que a calda é quadrada!












E quem não conhece Hilley? A garotinha que vive de mal humor? Pois bem, aqui no CPOP, essa garotinha deve seu Diário postado aqui, com pensamentos e momentos divertidos. Nessa imagem, para quem leu e lembra, foi o grande dia do Baile, onde Ela foi coroada a Rainha! Foi hilario  Ela é ou não é uma linda?




















Essa é DIANA, uma personagem Secundaria que aparece no meio da serie Idade proibida! Esse desenho foi feito no meu caderno, quando estava pensando como seria essa nova garota! Até que gostei dela, e ela está confirmada para segunda temporada! Aguardem! Percebem que tem algumas anotações sobre ela! rs














E para terminar, costumo fazer desenhos de pessoas, como amigos, famosos ou até alguém que chame a minha atenção, como sempre digo, faço versões... Mas eu gosto mesmo, é fazer desenhos da minha #CPOP Fan Girl "Namorada", desde sempre... E nesse desenho, como vocês notam, somos nós. Simples e logico! :) E sim, o cabelo dela é rosa e azul




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